O deputado Zé Inácio usou a tribuna da Assembleia esta terça-feira (12) para dar destaque à prisão de dois suspeitos de envolvimento no assassinato da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. O crime completará um ano no dia 14 deste mês.

O deputado destacou a relação do caso com a milícia do Rio de Janeiro e a estreita proximidade dos suspeitos com o clã Bolsonaro. "Esse crime tem uma relação muito estreita com as milícias do Rio de Janeiro. E eu faço questão de relatar também que o ex-policial militar Élcio Queiroz ostenta em seu perfil no Facebook uma foto sorridente ao lado do atual presidente Jair Bolsonaro, o que pode não significar nada, mas que revela o motivo da lentidão nas investigações para que esse crime não interferisse no processo eleitoral do ano passado", disse o parlamentar. 

Zé Inácio também destacou o fato de um dos acusados ser vizinho do atual presidente em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca. "Quanto ao policial militar reformado Ronier Lessa, apontado como autor dos 13 disparos que mataram Marielle e Anderson, ele mora no mesmo condomínio de Jair Bolsonaro. Isto é, as digitais do crime estão no quintal do atual presidente”, afirmou Zé Inácio. 

O parlamentar finalizou seu discurso ressaltando a importância dessas prisões e afirmando que, apesar da lentidão nas investigações, algumas respostas começam a ser dadas. "É preciso ir além, resolver o caso, dar resposta não só àqueles que assassinaram, apertaram o gatinho, conduziram o veículo e se empreenderam em fuga, mas identificar quem são os mandantes do crime, porque não se trata apenas de um assassinato de uma vereadora, mas sim de uma tentativa de calar a voz de uma parlamentar negra, defensora das minorias, que era a voz das periferias, portanto um atentado contra o Estado Democrático de Direito”, disse. 

Zé Inácio também exigiu que a investigação vá além da prisão dos suspeitos do assassinato, identificando quem é ou quem são os mandantes deste brutal crime político. "Exijo, como Deputado e cidadão brasileiro, que essa investigação vá além dos executores, que cheguem aos mandantes, porque é inadmissível que no Brasil convivamos com a possibilidade de ter ainda lideranças políticas, parlamentares, defensores dos direitos humanos assassinados ou exilados em outro país por defenderem seus ideais”, concluiu.

Da Assessoria 

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